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A Senhora Dança? A Mandy pelas danças da vida.

Um blog para todas as mulheres depois dos “entas” . Mulheres que, na plenitude das suas vidas, desejam celebrar a liberdade de assumirem a sua idade, as suas rugas, os seus cabelos brancos e que querem ser felizes

A Senhora Dança? A Mandy pelas danças da vida.

A Lei Do Retorno É Infalível

Lei do retorno

Pode demorar, mas receberemos sempre na medida exacta do que oferecemos. Nada mais, nada menos do que isso. Não raro, costumamos achar que estamos a ser tratados injustamente ou de uma forma desagradável pelas pessoas que nos rodeiam. É como se estivéssemos a receber muito menos do que, verdadeiramente, queremos ou pensamos que merecemos. Assim, passamos a colocar a culpa do que nos acontece, tão-somente, nas pessoas e no mundo lá fora, impedindo-nos de nos vermos como personagens nas nossas histórias, uma vez que, nessa óptica, seremos meros joguetes nas mãos dos outros.

E, assim, vamos passando os dias lamentando as supostas injustiças que nos vão sendo impostas, recheando as nossas amarguras com os tratamentos que julgamos descabidos por parte das pessoas que convivem connosco, sentindo-nos mal amados, mal interpretados, mal vistos e desvalorizados. Afinal, ninguém parece entender-nos ou perceber os potenciais que possuímos, como se estivéssemos a ser subutilizados em todos os sectores de nossas vidas.

Lei do retorno 1

Por essa razão é que jamais poderemos fugir ao enfrentamento de nós mesmos, analisando racionalmente o que estamos a oferecer, como nos estamos a comportar, vendo-nos a nós próprios, na forma como estamos a tratar as pessoas, nas palavras que usamos, no tom de voz que colocamos, no olhar que dirigimos ao mundo lá fora. Muitas vezes, apenas estamos recebendo de volta exactamente o que oferecemos, nada mais nada menos do que isso.

Caso consigamos perceber a forma como as pessoas nos vão vendo, e o que o mundo vem recebendo de nós, muito provavelmente entenderemos as várias coisas que nos acontecem, tendo a consciência de que o que nos chega não é tão injusto assim, é sim o retorno na mesma medida. Muitas vezes, o que damos é nada, ou quase nada, tratando mal as pessoas, ignorando-as e menosprezando-as, fechando-nos aos encontros, e a tudo o que está fora de nós. Como é que poderão ver algo que não mostramos? Como é que poderão ver-nos, se nos fecharmos por dentro?

Embora exista quem não consiga fazer outra coisa que não seja azucrinar a vida de quem quer que seja,  pessoas há, muitas com quem conviveremos, que estarão abertas a receber o nosso melhor e a fazer bom uso de tudo o que oferecemos, valorizando-nos e tratando-nos com o devido respeito. É preciso, portanto, que nos permitamos o compartilhar transparente das nossas verdades, para que elas nos tragam o retorno afectivo que enriquecerá as nossas  vidas, onde e com quem estivermos, porque merecemos, sempre, receber de volta o que oferecemos.

Lei do Retorno 2

 

Mandy Martins-Pereira escreve de acordo com a antiga ortografia.

 

Texto adaptado de um original de Marcel Camargo (*)

Imagens : Web

(*) Marcel Camargo é Graduado em Letras e Mestre em “História, Filosofia e Educação” pela Unicamp/SP.

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