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A Senhora Dança? A Mandy pelas danças da vida.

Um blog para todas as mulheres depois dos “entas” . Mulheres que, na plenitude das suas vidas, desejam celebrar a liberdade de assumirem a sua idade, as suas rugas, os seus cabelos brancos e que querem ser felizes

A Senhora Dança? A Mandy pelas danças da vida.

A actriz norte-americana Jane Fonda veio a Portugal, em 2016, para falar sobre o envelhecimento – o "terceiro acto da vida"

Jane Fonda em Portugal

 

Jane Fonda tem 79anos e  é fisicamente activa. É actriz, escritora, activista, feminista, foi modelo e guru do fitness nos anos 1980 e 1990 (as suas cassetes VHS com a rotina de treino de ginástica aeróbica foram relançadas, em DVD, no início de 2015).

Aquando da sua estada em Portugal, em Abril de 2016, para participar na conferência  “A Idade é uma Escolha”, organizada pela marca de beleza L'Oréal Paris, em Lisboa, Jane Fonda deu início à sua intervenção dizendo :  “Não podemos permitir que as dores, as nossas limitações físicas, nos definam. Eu não sou a minha dor, não sou a minha anca falsa. Já não posso correr e então? Ainda consigo andar, participar em caminhadas, posso manter-me saudável e em forma.” Foi assim que a actriz norte-americana  de olhos azuis marcados por rugas, bem maquilhada e de branco integral, começou a sua intervenção,  falando sobre a importância da mudança de paradigma de envelhecimento.

No mesmo painel juntaram-se a actriz Simone de Oliveira, de 79 anos, a jornalista Maria Elisa Domingues, de 66 anos, o médico Manuel Pinto Coelho e a directora de marketing da L'Oréal Paris, Margarida Condado, para falar sobre a importância de um envelhecimento activo e da auto-estima a um público maioritariamente feminino e com mais de 50 anos.

 “Sinto-me muito mais nova agora do que quando tinha 20 anos. Aos 20 anos era tão velha… Tínhamos de saber fazer isto e aquilo. Era "stressante”, frisou a embaixadora da L’Oréal. Não quero “romantizar” o envelhecimento – “o meu corpo está a abrandar, a gravidade está a ter efeitos, não recupero tão rápido” – mas  vejo isto como parte de um desenvolvimento humano contínuo. Continuo a fazer caminhadas, continuo a olhar quando vejo um homem de boa aparência.”

E continuo afirmando: “A beleza clássica é sobrevalorizada. Tens de ter uma certa aparência e se não tiveres, sentes-te mal. O objectivo é ser o melhor que consegues ser, fazer o melhor que conseguires. Às vezes, isso não acontece naturalmente, é preciso trabalhá-lo”, explica. Enumera vários tipos de beleza: “A perfeita e clássica, a atraente e a interior”. É a beleza interior que deve ser trabalhada, aquela que é possível atingir e expandir. Devemos manter-nos curiosos, descobrir coisas a toda a hora. Aprender a gerir os nossos traumas e "demónios”, mas também cuidar da nossa pele, cabelo, unhas, alimentação. Alguns podem chamar-lhe vaidade mas quando cuidamos de nós, isso faz-nos sentir melhor".

De acordo com os dados recolhidos pela L’Oréal Paris nos Censos da Pele – uma iniciativa que envolveu 2400 mulheres portuguesas dos 18 aos 70 anos e que pretendia aprofundar o conhecimento sobre a saúde da sua pele –, mais de 80% das mulheres considera que a pele é aquilo que as faz sentirem-se bonitas mas não lhe dão a importância devida.

“A nossa geração é a primeira a assumir e a fazer a mudança, a reinventar o envelhecimento. E, gostemos ou não,  tornámo-nos os primeiros exemplos para a geração mais nova, sobre como se preparam para as últimas etapas da vida e isso é importante.”

Ainda durante e conferência, Jane Fonda falou sobre os dados da Organização das Nações Unidas que indicam que, em 2030, Portugal será o terceiro país mais envelhecido do mundo, com 2,6 milhões de seniores – "Uau. Uma parte disso penso que seja pela vossa comida tão boa. É tão pura e fresca, isso é realmente importante", comentou – e reforçou que tudo se deve às escolhas que fazemos, à curiosidade perante a vida, às amizades que funcionam como “uma força renovável de poder”.

Antes, o médico especialista em medicina anti envelhecimento Manuel Pinto Coelho já tinha alertado para a alimentação com cuidados acrescidos: beber águas alcalinas, evitar alimentos ácidos, gorduras trans. “Nós não morremos, matamo-nos”, diz o autor do livro  “Chegar Novo a Velho”, que durante a sua investigação e prática clínica comprovou que à medida que uma pessoa envelhece, pode realmente sentir-se mais nova, menos triste, menos ansiosa.

Jane Fonda admitiu que é a fazer caminhadas no meio das montanhas ou no meio de uma floresta que se sente melhor, mais enérgica e mais bonita. “Não é comum uma pessoa da minha idade continuar a trabalhar tanto quanto eu estou”, diz a actriz sobre a sua participação na série Grace and Frankie do Netflix ou a rodagem de um filme com Robert Redford .

Criticou a cultura das celebridades: “É ridículo. Uma pessoa não deve tornar-se  famosa, porque tem uma gravação de sexo. Isto é muito idealista , só deviam tornar-se celebridades, porque o mereceram". E elogiou a evolução no mundo da cosmética (de produtos químicos para produtos cada vez mais naturais).

 

Fonte :  Texto adaptado da crónica do Público (Lifestyle)  com Inês Barbosa

Mandy Martins Pereira escreve de acordo com a ortografia antiga.

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